“Garota Exemplar”: para quem quer sair embasbacado do cinema!

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Sair do cinema com um nó na garganta é uma das melhores sensações, especialmente suspenses com tramas cheias de reviravoltas. Não sei nem dizer para vocês quantas vezes fiquei com cara de chocado (sim, eu super reajo como se fosse vida real) durante a exibição da película.

A trama, que posso falar para vocês sem spoiler, basicamente é o sumiço misterioso de Amy (Rosamund Pike), esposa de Nick (Ben Affleck) numa pequena cidade, longe de Nova York (antiga moradia do casal). A cidade toda se volta para o ocorrido, todos agora amam Amy e querem ajudar Nick. Em Menos de 1 semana,  o marido vira o principal suspeito e também se torna  uma das pessoas mais odiadas dos Estados Unidos. Tenso, né?

Devido à resenha do Diego sobre o livro, eu já tinha chegado a 1/3 do livro. Se tivesse mais tempo teria terminado de ler tudo, pois a trama te envolve como se fosse uma “sucuri em ataque” (regionalizei), mas claro que com a arte do cinema é possível sentir coisas novas e a adaptação é bem fiél, na medida do possível.

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Com uma excelente montagem, o filme me conquistou pelos detalhes perfeccionista do diretor David Fincher (Seven, A Rede Social, Os Homens que não amavam as mulheres). Os diversos flashbacks vão só deixando a trama mais intensa e revela aos poucos o que realmente estava acontecendo com o relacionamento do casal. Será? A dúvida e as surpresas só fazem o filme crescer cada vez mais. Agora, falando em detalhes técnicos, a trilha sonora é adicionada com maestria (tirando os primeiros flashbacks, a trilha está bem alta, talvez seja a intenção perturbar mesmo). Batidas de coração, sons que refletem confusão mental e barulhos aleatórias, o foley do filme é arrepiante, literalmente. Fincher não economizou em cuidados com essa edição/montagem.

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Vamos falar sobre Ben Affleck? Um dos atores mais assediados pela mídia. O cara perfeito para o papel, de um personagem que sofre a manipulação da mídia e linda com a superficialidade de opinião da massa. Nem preciso dizer que esse tema é constante no longa, né? É de sentir vergonha da sociedade em que vivemos, é de se fazer repensar sobre muita coisa, especialmente na geração selfie e admiradores de vidas alheias.

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Quem é essa bendita garota exemplar? A atriz Rosamund Pike (Orgulho e Preconceito). É do tipo de atriz que você pensa: “Rapaz, já vi esse rosto em algum lugar”. Acredito que isso que a torna ainda mais interessante para o papel. Você sente prazer em vê-la na tela (seja pela beleza ou pelo mistério que ela passa), a trama só a deixa mais fascinante. Acredito que entrou para o meu ranking de melhores atrizes em suspense, onde mantenho Rebecca De Mornay (A Mão que balança o berço) e Glenn Close (Atração Fatal).

Não sou um cinéfilo “técnico”, reconheço o trabalho de produção, direção de atores, produção de roupas, cenários, iluminação e por fim, direção. Cinema é feito em equipe, não adianta babar-o-ovo de diretor e achar que ele é Deus que “deu a luz a tudo”, mas devo admitir: Fincher era realmente a melhor opção para dirigir essa trama. Ponto final. Se você não ficar sem fôlego ou simplesmente embasbacado pelo menos uma vez,  prometo que te faço uma surpresa no seu aniversário 😉

Ok!

Ah, por sinal: escrevi esse post ouvindo a maravilhosa trilha do filme.

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