A hora de dar tchau…

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Sempre que a gente termina de ver um bom filme, ficamos imaginando o que vem depois de todos aqueles créditos, o que mais teria acontecido com o casal depois de todo aquele escândalo? E a fada que voltou a ter asas, ficou com o corvo? Enfim, a gente cria uma certa “intimidade instantânea” quando o nosso “santo bate” com o personagem, seja pelas características dele e pelas coisas que ele sente e fala. Por mais “esquisito”, “underdog” e “apaixonado por guilty pleasure e cultura pop” que eu seja (sim, eu sou), nesses 5 anos de blog sei que você curtiu acompanhar um pouco desse projeto, feito com tanto amor e dedicação, mas que agora fecha suas portas.

“UK?”

Os otimistas falando que “quando fechamos uma porta, uma janela se abre”. Bem, eu lembro do começo do Pelamordi, lá em 2009, eu querendo dividir minhas experiências pessoais. Compartilhar o que eu via, lia, assistia. Tudo isso com meus amigos. Quando vi, mais pessoas tinham se relacionado com o que eu escrevia, especialmente os amigos e (até) fãs dos meus antigos projetos. Em pouco tempo, aquele “diário” se tornou um ponto de encontro, divertido um pouco ácido. Sempre fui um cara muito audacioso, nunca curti fazer o que todo mundo faz e muitas vezes sigo mais o coração do que a razão. E nesse fim de capítulo, precisei ter muita força e acreditar na minha intuição.

“First i was afraid…”

Mas porque fechar? Meu leitor (e também você que adora fofocar e ver o circo pegar fogo), chegou a hora em que a vida pessoal e profissional pede mais atenção, por mais que eu trabalhe com comunicação (sou publicitário), o pelamordi também se tornou um trabalho. Um que preciso ficar ligado 24h por dia, só que esse não tem remuneração financeira. E tem um bom tempo em que tenho deixado minhas outras prioridades de lado, seja minha família e amigos, o que não é justo. Por mais que o blog seja um escape criativo, um antiestresse e uma plataforma de expressão, é necessário deixar ele de lado para seguir em frente e conquistar coisas novas. E, vale ressaltar: foi muito difícil chegar a essa conclusão.

“let’s be weird together”

Eu poderia enumerar quantas conquistas positivas tive com o portal, sei da importância que ele teve em minha vida (até consegui emprego por causa dele, pra você ter uma noção) e quem sabe também tenha feito bem para outros, nem que tenha sido em forma de sorriso. A ideia do nome dele vem disso, né? “Pelamordi!”. O sorriso dos meus amigos e leitores sempre foi o principal foco, afinal é com ele que abasteço minhas energias para continuar escrevendo, fazendo memes, vídeos e podcast. Mas não é só combustível meu, mas também de todos os colaboradores que tive durante esses anos, e foram muitos (vocês que me ajudaram ou estiveram comigo em certo momento: eu lembro de toda e qualquer ajuda). E neste último ano pude contar com meus dois bons companheiros, Diego Toledano e Camila Henriques, que somaram muito para a história do pelamordi. Obrigado por tudo, pessoal. De coração.

“Segura as telhas, Manaus!”

Me sinto muito feliz em ter chegado a esse momento, de um projeto pessoal extremamente feliz e compensatório. Quem diria? Um blog (amazonense) pessoal, praticamente um confessionário, ter chegado tão longe. Vídeos, festas, mixtapes, podcast, brindes nacionais, prêmios. Valeu muito a pena dividir esses “momentos meus” com vocês. A gente se vê por aí, obrigado por ter lido. O último desliga a luz.

www.pelamordi.com
www.youtube.com/pelamordi
www.soundcloud.com/pelamordi
www.twitter.com/pelamordi
www.acritica.com.br/tema/pelamordi

Festa “Rebobinar – Sexta-feira 13”: A despedida das Baladas Pelamordi

É com muita emoção que começo esse post, para os nossos seletos e verdadeiros leitores – aqueles que me acompanham há anos, que torcem pelo crescimento do Pelamordi e que sempre que podem comparecem em nossos pontos de encontro, também conhecidos como Baladas Pelamordi. Venho através dele, inicialmente agradecer a presença de todos na nossa última festa, a terceira edição da Rebobinar especial “Sexta-feira 13”.

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Feita com muito carinho para o público manauara, o nosso “flashback divertido” e “não clichê” encerra a nossa era de baladas em Manaus. Foi uma noite muito especial, onde pude conversar com alguns de vocês, acenar, ver os sorrisos, conferir as turmas unidas e o meu foco principal: assistir vocês recordando de momentos do passado, ao ouvir certas músicas que são muito especiais para vocês.

Todo o projeto da Rebobinar é feito com muito carinho, até porque é a realização de um sonho pessoal meu. Desde a escolha do tema, as datas, os setlists, os djs convidados, os prêmios. Tudo é feito com muita atenção para proporcionar uma experiência ímpar a todos os presentes.

Primeiras Memórias (2006) - Eu, só o aro, discotecando pela 1ª vez

Primeiras Memórias (2006) – Eu, só o aro, discotecando pela 1ª vez

2010 a 2014: Mais de 25 festas

Foram ao total 12 festas originalmente do Pelamordi feitas de 2010 a 2014. “Pelamordi”, “Diva x Diva” (3), “It’s Britney Bitch”, “Kiki” (3), “Rebobinar” (3) e “Werk”. Todas elas como uma forma de expressão, fuga criativa e alternativa musical na noite de Manaus, para os meus amigos e leitores. Ouvimos os melhores hits das rádios, músicas alternativas, b-sides, remixes não oficiais e mashups surprrendentes de nossas canções preferidas.

Todas elas foram feitas inspiradas no que estava acontecendo no meu grupo de amigos, no cinema, moda fora do país, na tv e diversas outras tendências que vão de música à design. As Baladas Pelamordi foram fugas criativas e  forma de expressão.

Além das Festas realizadas pelo Pelamordi, nesse período de 4 anos também realizei 16 eventos em parceria com outros colegas festas como “Chickens Can Fly” (12), “Xibata” e “Toca Madonna” (3). Sem contar as diversas festas e boates que toquei na cidade e fora do estado nesse período. Ou seja: foram 4 anos muito produtivos e com muitas opções de eventos para vocês.

A hora de dar tchau

A decisão de encerrar os projetos de festas é uma forma de buscar coisas novas, sejam elas pessoais,  profissionais e artísticas. Nem todos sabem, mas fazer festa não é um pouco fácil, muito menos em Manaus: um local que pouco se valoriza serviços de arte, cultura, música alternativa e projetos inovadores. Mas mesmo assim, como vocês viram os dados acima, consegui realizar mais de 25 eventos em 4 anos, que somam diversos designs, vídeos e mixtapes. Ufa!

E, em meio de “dificuldades regionais”, tempos atrás ficou mais claro que estou em um novo momento, onde a melhor opção é concluir o projeto das Baladas Pelamordi e seguir em frente, com tantos outros projetos que borbulham em minha mente diariamente.

Curta-metragem “Pegapacapá” foi inspirado na nossa primeira festa, em 2010:

Mas e o “Rafa DJ”?

Vocês poderão continuar acompanhando meus sets tanto com minhas mixtapes aqui no portal e quando surgir oportunidades em locais para tocar. Música faz parte da minha vida e continuarei com ela até o fim. Fiquem ligados aqui no Pelamordi para saber detalhes.

Pelamordi - Freira quer vc

“Pelamordi (2010) e sua Freira

Agradecimento

É tanta gente para agradecer! Falei antes que existe muita falta de apoio em Manaus, mas falo nisso quando a gente bate a porta de patrocinadores e apoiadores e eles demoram semanas para falar se querem patrocinar e pior: aqueles que dizem que “amam o projeto” mas não fazem nada. Por outro lado, são meus amigos, colegas, parceiros, leitores e família que prestigiaram com tanto carinho cada festa produzida, cada teaser, cada vídeo, cada experiência que tentamos proporcionar para vocês.

Ainda tive muita sorte de ter tido parceiros como Musique NuitGlam Dancing Bar (Saloon Pub), Viúva Champanheria  e ArteFato, eles que deram oportunidade de festas como as nossas acontecerem. Além, claro, de meus amigos, que me ajudaram de formas inimagináveis. Preciso deixar registrado: Evelyn, Márcio, Thaianty, Erica, Ananda, Victor, Mônica, Alan, Alessandra, Natália, Tamyres, Camila, Maycon, Deinha, Sheila, Mateus, Rodrigo, Rezz, Breno, Mel, Bruno, Ediane, Rafael, Neto, Luana, Filipe, Carol, Raphael, Rodrigo, Jéssica, André, Murilo, André, Lucas, Sara, Suelem, Dila, Ramona, Kaline, Diego,Carol, Pedro, Laís e mais alguns que estão no coração. Eu jamais esquecerei toda e qualquer ajuda de vocês.  

E, claro, não posso deixar de agradecer a minha família, que desde o início não julgou minhas decisões e vontades, mas buscou incentivar e apoiar todos os projetos. Sandra, Flávio, Tatiane, Viviane, Rodrigo, Raquel, Mariah, Ana, Birico e Diego. Obrigado pelo apoio incondicional, especialmente nos momentos mais difíceis.

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Eu, 3 anos atrás. Serelepe sempre.

E você que chegou até o final, esperando o meu agradecimento: obrigado por ter presenciado momentos tão importantes da minha vida, você esteve presente em projetos que entreguei minha alma e coração. Onde pude me expressar e quem sabe ter te proporcionado um momento importante. Sei de pessoas que ficaram, namoraram, brigaram, choraram, recalquearam, vomitaram, fizeram amizades, desfizeram amizades e tiveram momentos de muita diversão. Obrigado por tudo, mas lembrem-se: nunca levem a vida tão a sério, precisamos sempre celebrar a vida e lutar pelo que nos faz feliz.

Filme “Frances Ha”: crescer não é fácil e nem por isso você precisa se desesperar

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Faz tempo que não faço posts sentimentais por aqui, mas ontem assisti o filme Frances Ha (lançado em agosto de 2013 e já tem no Netflix) e fiquei pensando em toda minha trajetória, que com certeza muitos de vocês viveram ou vivem o mesmo, aquele famoso drama dos vinte e tantos anos.

No filme, Frances (Greta Gerwig) é uma estudante de dança contemporânea que busca enfrentar a vida com bom humor, mesmo terminando um namoro e sendo deixada sozinha por sua melhor amiga (quem nunca?). Ela mora em Nova York e busca de todas as formas sobreviver do que ama e se sente muitas vezes deslocada. Seus 27 anos parecem pesar nas costas mas nem mesmo por isso ela escolhe ver o mundo com pessimismo, mesmo com seus sonhos parecendo cada vez mais distantes.

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Amigos inesperados aparecem para auxiliar em nova jornada

Ela, que sofre de “diarreia verbal” (não contêm seus pensamentos), acaba instigando curiosidade e empatia de novos amigos e acaba conquistando aos poucos seus espaço no sol, ou o que mais interessa: felicidade em ser quem ela é.

Resumi bonito o filme, mas ele precisa ser assistido. Ele me deixou instigado e até mesmo irritado, justamente por mostrar tão verdadeiramente essa trajetória que é buscar ser quem você é – destaco principalmente a direção e edição, que são diretas e mostram o necessário com um humor inteligente.

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Se sentir deslocado é normal

Sei que grande parte da minha geração vive em em uma corda bamba, tentando equilibrar responsabilidades e sonhos. “Será se escolho o que gosto ou o que dá dinheiro?”, “Será se escolho estudar para um concurso público ou tentar estudar fora?”, “Será se vale a pena morar longe de casa?”, “Será se preciso agradar a todos?”, “Será se devo casar ou só se juntar?”.

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Escolhas ruins também fazem parte da aprendizagem

A vida é cheia de escolhas e dúvidas, aquelas que nos fazem perder a noite e passam tempos “minimizadas na mente” (como se fosse um chat no antigo MSN, você sabe que está lá, piscando, minimizada, e que uma hora terá que resolver). Mas o filme prova, por A + B, que a nossa busca será eterna e só iremos aprender – e evoluir – se tomarmos o primeiro passo e seguir em frente, mesmo que as escolhas não sejam as melhores (quem nunca?) – e nem por isso você precisa ser arrepender. No fim das contas precisamos nos entregar a essa vida pois só existe uma – por mais clichê que isso soe.

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Ser feliz com você é inspirador

Digo, com propriedade, que é preciso tentar pois nas buscas que compreendemos quem somos e o que queremos. É quando notamos quão originais somos e o quanto nossas vidas não precisam e devem ser comparadas a de mais ninguém. Somos todos únicos e precisamos manter essa essência, caso quisermos fazer a diferença em nosso mundo. Mas além disso: compreender que a vida segue, as coisas melhoram e precisamos aproveitar o máximo dela da nossa própria maneira.