Diabo do meu ódio: 10 Motivos porque odeio Whatsapp

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Não é segredo: eu odeio whatsapp. Lá em meados de 2010, quando comecei a usar o aplicativo (ainda quando usava  um Nokia com teclado), eu curtia bastante utilizar. Eram poucos que usavam e as conversas eram mais objetivas. Com a “orkutização” da parada, não ter whatsapp hoje em dia é tipo “não ter e-mail” (lembra de 2000? “todo brasileiro merece ter um e-mail grátis”). Mas vamos lá, vim dividir um pouco do “diado do meu ódio” sobre o aplicativo e quem sabe vocês compartilhem da mesma sensação:

1) Estar 24h no ar: Seja 7h da manhã, durante a novela, durante a fofação e até nos fins de semana. Normalmente as pessoas pensam que você sempre estará disponível para bater aquele papo maroto ou responder aquela pergunta que ele facilmente acharia no Google. Ai de você não responder, ou pior: visualizar e não responder.

“E AÍ?”

2) Grupos Malditos do Inferno: Já tive briga pessoal quando sai de um grupo. Nunca fui uma pessoa que fica dando print e detonando os outros em grupos de whatsapp, LOGO, não faço questão de participar. Bem, sair de um grupo desse aplicativo pode dor no coração real de muitos amigos. O ideal é sempre “inventar um drama” e sair do grupo, sozinho ou acompanhado (nada como um acordo extra-grupal). Além disso, milhares de notificações e muitas conversas nada a ver, tipo Maricotinha falando com Zezinho coisas que o grupo todo não tem nada a ver. Cadê ética grupal?

“Vão se LASCAR”

3) Prints x Dedo Duro: Cada dia mais tudo que você diz é printado. E pior, isso vira argumento futuro ou até mesmo meme. Um local que deveria ser um bate papo de boa, pode virar também um território judicial-recalque-odioso-A-Favorita. Sempre existe um coleguinha dedo duro.

“Tá tudo no zazap…”

4) Todo contato é contato: Não importa se você pegou o telefone daquele fornecedor de quentinha em 2007 ou se apenas tem o número daquele ex-colega de faculdade que você só mantinha por pensar que “num futuro próximo pode precisar dele”, ele esta lá disposto a conversar. E volta e meia vem um “E ai, tudo bem? Lembra de mim” ou pior: “Segue os motivos para votar no meu candidato”.

“chibata, heim mano…”

5) Bloquear: Dê uma voadeira na costela da pessoa mas não a bloqueie no Zazap. Isso é ofensivo e pode terminar com amizades. No msn a bloqueada era linda, você só não aparecia online pra pessoa.

“Me bloqueou, queiridinha?”

6) Mundo corporativo: Seja em comunicação ou em qualquer diabo de área, todo mundo acha que grupo de Zazap é a solução para os problemas de comunicação interna. JAMAIS aceite isso. Diga que seu celular “bichou” mas não aceite isso. Você receberá trabalhos no domingo e depois do horário, enquanto estive esbravejando ódio contra seu chefe ou colega de trabalho. Não faz isso, mano.

7) Não existe ON e OFF: O botão mais genial inventado de todos os tempos não tem nesse aplicativo, volto a dizer: todos acham que você está 24h disponível. A única forma de estar “off” é deletado. Uma opção “invisivel” seria útil.

8) Interpretação de Texto: Grandes brigas começam no Whatsapp. Quem nunca ouviu recentemente “Tu nem sabe o que aquela KENGA me disse no zazap!”. A interpretação é livre e muitas vezes uma palavra dita “meio errada” pode virar uma bola de neve, especialmente para aqueles que resolvem ter D.R. no aplicativo. Recomento: se for conversar sério, ligue.

 9) Mesa de bar: Se tem algo que mais me deixa aborrecido é quando você está com alguém, ou até mesmo num grupo de amigos, e alguém está conectado numa conversa via telefone. Pior: e ainda ri. Acho ofensivo, acho grosseiro, acho fuleiragem.

“Larga sáporra!”

10) Vídeos “Engraçados”: Pior coisa do mundo é quando um coleguinha manda um vídeo “super engraçado meu deus do céu”, e você gasta seu 3G pra baixar e simplesmente é aquele video sem graça que você assistiu em 2010. Cadê emoji de avestruz com cabeça pra debaixo da terra?

Ufa. Desabafei. Mas ó, não nego também os benefícios de ter o aplicativo, começando pela economia (Deus abençoe o wi-fi) e também a praticidade de bater um papo rápido. Como qualquer coisa no mundo, nós humanos estragamos tudo. Usando com moderação e respeitando o espaço dos outros, Zazap chegou e não vai embora tão cedo.

O que vocês acham?

“Garota Exemplar”: para quem quer sair embasbacado do cinema!

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Sair do cinema com um nó na garganta é uma das melhores sensações, especialmente suspenses com tramas cheias de reviravoltas. Não sei nem dizer para vocês quantas vezes fiquei com cara de chocado (sim, eu super reajo como se fosse vida real) durante a exibição da película.

A trama, que posso falar para vocês sem spoiler, basicamente é o sumiço misterioso de Amy (Rosamund Pike), esposa de Nick (Ben Affleck) numa pequena cidade, longe de Nova York (antiga moradia do casal). A cidade toda se volta para o ocorrido, todos agora amam Amy e querem ajudar Nick. Em Menos de 1 semana,  o marido vira o principal suspeito e também se torna  uma das pessoas mais odiadas dos Estados Unidos. Tenso, né?

Devido à resenha do Diego sobre o livro, eu já tinha chegado a 1/3 do livro. Se tivesse mais tempo teria terminado de ler tudo, pois a trama te envolve como se fosse uma “sucuri em ataque” (regionalizei), mas claro que com a arte do cinema é possível sentir coisas novas e a adaptação é bem fiél, na medida do possível.

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Com uma excelente montagem, o filme me conquistou pelos detalhes perfeccionista do diretor David Fincher (Seven, A Rede Social, Os Homens que não amavam as mulheres). Os diversos flashbacks vão só deixando a trama mais intensa e revela aos poucos o que realmente estava acontecendo com o relacionamento do casal. Será? A dúvida e as surpresas só fazem o filme crescer cada vez mais. Agora, falando em detalhes técnicos, a trilha sonora é adicionada com maestria (tirando os primeiros flashbacks, a trilha está bem alta, talvez seja a intenção perturbar mesmo). Batidas de coração, sons que refletem confusão mental e barulhos aleatórias, o foley do filme é arrepiante, literalmente. Fincher não economizou em cuidados com essa edição/montagem.

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Vamos falar sobre Ben Affleck? Um dos atores mais assediados pela mídia. O cara perfeito para o papel, de um personagem que sofre a manipulação da mídia e linda com a superficialidade de opinião da massa. Nem preciso dizer que esse tema é constante no longa, né? É de sentir vergonha da sociedade em que vivemos, é de se fazer repensar sobre muita coisa, especialmente na geração selfie e admiradores de vidas alheias.

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Quem é essa bendita garota exemplar? A atriz Rosamund Pike (Orgulho e Preconceito). É do tipo de atriz que você pensa: “Rapaz, já vi esse rosto em algum lugar”. Acredito que isso que a torna ainda mais interessante para o papel. Você sente prazer em vê-la na tela (seja pela beleza ou pelo mistério que ela passa), a trama só a deixa mais fascinante. Acredito que entrou para o meu ranking de melhores atrizes em suspense, onde mantenho Rebecca De Mornay (A Mão que balança o berço) e Glenn Close (Atração Fatal).

Não sou um cinéfilo “técnico”, reconheço o trabalho de produção, direção de atores, produção de roupas, cenários, iluminação e por fim, direção. Cinema é feito em equipe, não adianta babar-o-ovo de diretor e achar que ele é Deus que “deu a luz a tudo”, mas devo admitir: Fincher era realmente a melhor opção para dirigir essa trama. Ponto final. Se você não ficar sem fôlego ou simplesmente embasbacado pelo menos uma vez,  prometo que te faço uma surpresa no seu aniversário 😉

Ok!

Ah, por sinal: escrevi esse post ouvindo a maravilhosa trilha do filme.

Estreias da semana: “Garota Exemplar”, filme comédia política do Leandro Hassum e Kubrick nos “Clássicos Cinemark”, porque ninguém é de ferro

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Nos atrasamos, mas não esquecemos! Ontem (2), foi aniversário do chefe e dia de estreias nos cinemas de Manaus. Tem “Garota Exemplar” (já leram a resenha do livro? Já leram o livro? O que estão fazendo lendo esse post, então?), “O Candidato Honesto” (Leandro Hassum querendo ser o novo Didi Mocó com mil filmes por ano) e a animação “Boxtrolls”. Para os cinéfilos, três sessões especiais de “Nascido para Matar”, do Stanley Kubrick, são a atração da semana no “Clássicos Cinemark”.

Me arrumando para ir ao cinema A G O R A!

Me arrumando para ir ao cinema AGORA!

Garota Exemplar:

Como o Diego escreveu em seu post maravilindo no início da semana, “Garota…” conta a história de Nick (Ben Affleck) e Amy Dunne (Rosamund Pike), um casal que me mudou para uma cidade no interior após serem demitidos de bons empregos em Nova York. No dia do  aniversário de cinco anos de casamento dos dois, Amy some. Agora, Nick precisa correr contra o tempo para provar sua inocência, já que há a suspeita de que a esposa tenha sido ferida e até morta. Nesse emaranhado, quem toma conta da história é apenash David Fincher (diretor de pequenas obras-primas como “Clube da Luta”, “A Rede Social” e “Se7en”). O filme tem sido elogiado de costa a costa (#sddsspaceghost) e já é uma das apostas para o Oscar 2015.

Os Boxtrolls:

Dos mesmos realizadores dos ótimos  “Coraline” (2009) e “Paranorman” (2011), “Boxtrolls” traz a história de um jovem órfão. Criado por colecionadores de lixo (sdds mãe Lucinda), ele embarca em uma missão para salvar seus amigos de um malvado exterminador.

O Candidato Honesto:

Leandro Hassumzzzz pega carona nas eleições para nos brindar com um filme à la “O Mentiroso” (1997), com o Jim Carrey. Assim como na comédia hollywoodiana, essa traz uma pessoa incapaz de mentir. Nesse caso, o protagonista é um político corrupto que bate a cabeça às véspera de um comício e, com o baque, fica 100% honesto. E aí, vai encarar?

Nascido Para Matar:

O ~jovem clássico~ lançado em 1987 vai ser exibido no sábado (4) às 23h55, no domingo (5) às 12h30 e na próxima quarta-feira (8) às 19h30. Dirigido por Stanley Kubrick, o filme mostra o cotidiano de um campo de treinamento militar. O pano de fundo é a Guerra do Vietnã. Na obra, um sargento (R. Lee Ermey) treina de forma fanática e sádica os recrutas em uma base de treinamentos. Após serem transformados em fuzileiros navais, eles são enviados para a o campo de batalha. O filme vai ser exibido, claro, no Cinemark.

Já escolheu quais filmes vai ver nesse fim de semana? Contaí! Nós já! Quem sabe não nos encontramos nos cinemas da vida? 

Livro “Garota Exemplar”: As pessoas querem acreditar que conhecem outras pessoas

 

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Existe uma contemporânea grande pressão atmosférica sobre todos nós. Ela é uma ameaça à forma com a qual nos relacionamos com quem gostamos e de quem falamos todos os dias. É quase como se tal “coisa” fosse capaz de definir nosso futuro: com quem casamos, com quem almoçamos, com quem teremos filhos, com quem iremos ao super mercado e onde conseguiremos empregos. O nome dessa pressão? Uma pequena frase chamada “vontade de agradar a todos”. E é esse o tema principal que se desmembra em patologia psicológica e confusão completa no livro “Garota Exemplar”, de Gillian Flyn.

A obra conta a história de Nick e Amy Dunne, um casal que me mudou para uma cidade no interior após serem demitidos de bons empregos em Nova York por conta das mudanças causadas à indústria da mídia impressa pela Internet. Mesmo com dificuldades, o casal parece ter uma vida tranquila, com discussões ocasionais e uma vida sexual até que saudável. Até o momento em que Amy desaparece no dia de aniversário de casamento dos dois. Na casa dos dois, vestígios de uma luta (com direito a muito sangue e uma cena de crime bem improvável) são as únicas pistas do que pode ter acontecido. Pelo menos, no início.

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O livro é um daqueles materiais que você começa pensando que está entendendo tudo, desvendando cada peça do labirinto de informações e das perguntas que não param de surgir – desde a primeira página até a última -, e, quando uma informação DESTRUIDORA aparece, a autora te tranca no ~mundo das dúvidas~ e te revela algo ainda mais revelador e misterioso ao mesmo tempo.

Este emaranhado de acontecimentos é feita de forma organizada e praticamente perfeita. Em “Garota Exemplar”, Gillian Flynn é profissional em alternar pontos de vista para costurar uma trama contundente e plausível. Misturando a rotina de Nick contando os dias desde o desaparecimento da esposa e um diário que conta dias do passado de Amy – desde quando conheceu o marido, passando pelas dificuldades financeiras, pelos traumas trazidos pelos pais (vamos já falar sobre isso) até os dias que antecederam o seu desaparecimento.

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“Garota Exemplar” é uma grande crítica a vários problemas contemporâneos pelos quais costumamos “passar a vista”. Gillian, porém, tenta de forma bem sucedida mostrar as consequências extremas destas situações. A principal, como já dito, trata-se da vontade de as pessoas quererem agradar todo mundo. Amy é descrita, tanto por Nick quanto PASMEM por ela mesma, como uma mulher praticamente perfeita: é extremamente linda, não cobra muito do marido, cede aos desejos frios sexuais de Nick, é rica, dócil, independente e tudo mais que os homens geralmente procuram em mulheres.

O desaparecimento da mulher parece “acender” um desejo nas mulheres da comunidade de se igualarem a ela e até mesmo tentar substituir o lugar de mulher mais linda e querida da cidade. Nick logo vira o alvo de quarentonas desesperadas por atenção que mais tarde se mostram vingativas após serem rejeitadas. A “necessidade” patológica de Amy de ser impecável é chave principal para o desenrolar da trama.

Uma das frases mais incríveis que anotei – sim, sou desses que anota citações de livros – foi “As pessoas querem acreditar que conhecem as pessoas”. O comportamento das pessoas ao perceberem que o desaparecimento chamou a atenção da imprensa nacional é chocante: todos fazem de conta que eram amigos de Amy, que a conheciam tão bem, que sabiam que Nick era culpado (ou não) pelo desaparecimento. É algo realmente notável no trabalho da escritora.

"People want to believe they know people"

“People want to believe they know other people”

Outra grande crítica trata-se dos papéis masculino e feminino dentro de um relacionamento. O machismo é, com certeza, um problema odiado pela escritora. É delicado falar sobre esse aspecto do livro sem entregar detalhes importantes da trama, então leiam o livro e falem comigo depois ;).

A segunda metade do livro flui de forma muito mais rápida por conta da revelação ao final da primeira parte do romance. Adorei mesmo o trabalho da autora e já encomendei outros livros dela (que em breve serão resenhados aqui), mas senti que os últimos capítulos do livro – que são obviamente cruciais para que a obra faça sentido – foram muito corridos e alguns detalhes que eu gostaria de entender e saber no que resultariam foram parcial ou completamente deixados de fora. Entendo completamente que o trabalho de um romancista é de causar questionamentos – e, acredite, ela te deixa com milhões de pulgas atrás da orelha -, mas me senti meio que abandonado depois de tantas páginas de dedicação.

Virou filme, gente!

E um filme cheio de ‘pedigree’, já que é dirigido por David Fincher (‘Clube da Luta’, ‘A Rede Social’), apenash. Com estreia marcada para esta quinta-feira (2) em todo o Brasél (incluindo Manaós, gente!), a versão cinematográfica “Garota Exemplar” trará Ben Affleck como Nick e, na pele de Amy, a atriz britânica Rosamund Pike, que já foi Bond Girl em “007 – Um Novo Dia Para Morrer” (2002) e participou de filmes como “Educação” (2009) e “Orgulho e Preconceito” (2005).

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Rosamund, aliás, bateu um time de estrelas para conseguir o papel: de Natalie Portman a Charlize Theron (que vai estrelar a adaptação de outro livro de Flynn, “Dark Places”), todas queriam ser Amy. Na época em que a inglesa foi escolhida, muito se comentou a rejeição de Fincher a Reese Witherspoon (que COMPROU os direitos da obra e escolheu o diretor).

Em entrevista recente à revista Entertainment Weekly, o cineasta explicou que não quis Witherspoon para o papel porque “seria muito estranho a produtora do filme também ser a estrela dele”. A atriz ~concordou~ e disse que “ele tinha uma visão para os personagens na qual ela não se encaixava”. Imagina a torta de climão se as previsões dos críticos gringos se confirmarem e Pike e Witherspoon concorrerem ao Oscar no próximo ano – a ‘legalmente loira’ estrela o drama “Wild”, uma espécie de versão feminina de “128 Horas” (2011) e “Na Natureza Selvagem” (2007).

Voltando a “Gone Girl”, o filme traz ainda Neil Patrick Harris (sim!) como Desi, Tyler Perry (que quer se tornar um mash up de Oprah e Eddie Murphy SQJAMAIS) como o advogado de Nick e a sempre maravilhosa trilha de Atticus Ross e do Nine Inch Nail Trent Reznor. A dupla venceu o Oscar em 2011 pela primeira colaboração com Fincher, a trilha de “A Rede Social”.

A crítica especializada já viu o filme e está babando pela trilha de Ross e pelas atuações não só de Pike como de Ben Affleck (sim, existe cura canastrona, Senhor!). Muitos acreditam que “Garota…” terá o mesmo impacto cultural que “Atração Fatal” (1987). Se for verdade, muitos casais terão pesadelos com Amy e Nick assim como muitos maridos dos anos 80 pensaram duas vezes antes de trair, já que nunca se sabe quando pode vir uma Alex Forrest pela frente.

Nós do Pelamordi estamos ansiosos com S para ver esse filme e para ver que modificações Gillian Flynn (que também assina o roteiro do longa) imprimiu para a versão cinematográfica. Contando os minutos para quinta!

*Post colaborativo de Diego Toledano e Camila Henriques.

É Friboi? Adam Levine mostra mais osso do que carne em novo videoclipe “Animals” do Maroon 5

Numa mistura de True Blood com Jogos Mortais, o novo single (que adoro) do Maroon 5 chega com clipe perigótico-gosmento-stalker. Alguns vão amar, outros vão achar grotesco. Eu curti, mais pela música. Não sou muito fã de Adam pelado (acho seeeco), mas pelo jeito a industria curte.

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É Friboi?

O novo disco da banda me surpreendeu. Claro que é algo bem diferente do primeiro, aquele rock cru não existe mais, mas acredito que eles acharam uma fórmula pop-rock bacana nesse quinto disco. Animals é um dos carros chefes dele.

No clipe, Adam Levine ~como sempre~fica pelado, se lambuza e quer um amapô.

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Oi Gata do All Nite!

Depois de muita caça, ele consegue o tão desejado, com balde de sangue e muito sexo. Vejam em HD, enfim.

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Curtiram?

SIM!

Estreias nos cinemas: Tem ‘Bela e a Fera’, ‘Sin City’ e três doses de ‘Ghost’ no “Clássicos Cinemark”

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Depois de muita espera, os fãs da graphic novel e do filme “Sin City”, de 2005, finalmente poderão assistir à continuação da película dirigida pelo Quentin Tarantino do Paraguai  Robert Rodriguez. Essa é a principal estreia deste fim de semana, que terá ainda uma versão 2014-francesa-turbinada (e dublada por atores globais no Brasil, claro) de “A Bela e a Fera”, uma comédia romântica com Daniel Radcliffe, mais um filme de ação onde o Denzel Washington é um policial/investigador/whatever e a pré-estreia do desenho animado com uma cara péssima “A Lenda de Oz”, que leva Dorothy de volta à terra dos tijolinhos amarelos e do homem de lata que só queria um coração. Isso sem falar na volta de “Ghost”, exibido na sessão da tarde  em três sessões em mais uma edição do ‘Clássicos Cinemark’!  Quer ver o que te espera na sala de cinema? 

 “A Bela e a Fera” 

A história todo mundo já conhece. Para salvar o pai das garras da terrível Fera (aqui vivida pelo pseudo-brasileiro Vincent Cassell), a jovem Bela (Léa Seydoux, de “Azul é a Cor Mais Quente”) acaba virando prisioneira do monstro. Nesse meio tempo se apaixona por ele com ajuda de xícaras, candelabros e da Celine Dion. Um pequeno alerta: o filme pode ser francês, mas as chances de vê-lo no idioma original são tantas quantas as chances de eu ganhar na Mega Sena. Podem ir se preparando para ouvir a voz da Paola Oliveira.

“O Protetor” 

Ainda em cartaz com “Se Eu Ficar”, Chloe Moretz estreia mais um título em Manaós City. O da vez é esse “O Protetor”, em que divide a cena com Denzel Washington. O ator vive um ex-oficial das forças armadas (SHOCKER!) agora designado para resgatar uma jovem (nossa querida Chloe). O filme é dirigido por Antoine Fuqua, que nos trouxe “Dia de Treinamento” e o segundo Oscar da carreira de Denzel.

“Sin City – A Dama Fatal” 

A ‘dama’ do título é vivida por Eva Green. Ava (Green) é uma mulher misteriosa que possui o poder de ler mentes e se transformar. Ela entra em confronto com Dwight (Josh Brolin, de “Milk”) e o pano de fundo vocês já sabem. Babado, gritaria, preto-e-branco e muita confusão nesse noir dirigido por Robert Rodriguez e pelo próprio autor da graphic novel, Frank Miller.

“Será Que?”

Amor x amizade. Esse é o tema de “Será Que?”, comédia romântica estrelada por Daniel ‘dispensa apresentações’ Radcliffe e pela fofinha Zoe Kazan (“Ruby Sparks”). Garoto conhece garota, garota tem namorado e por aí vai…

“A Lenda de Oz” 

Nossa amiga Dorothy cansou mais uma vez das aventuras em sépia no Kansas e resolveu voltar à Oz para aprontar altas aventuras com sua galera do barulho e, por que não, derrotar o irmão da Bruxa Má do Oeste. No original, a voz da protagonista é ’emprestada’ de Lea “Glee” Michelle. Na versão brasileira, temos Manu Gavassi.

“Ghost – Do Outro Lado da Vida” 

O filme que deu o Oscar à Whoopi Goldberg é a sessão da semana no projeto superbacana “Clássicos do Cinemark”. No drama, conhecemos Molly (Demi Lovato Moore), uma jovem (sim, ela era jovem!) que tenta lidar com a morte repentina do amado, Sam (Patrick Swayze #sdds). Ainda presente no mundo de Molly, ele precisa alertá-la contra o perigo que a ronda. Para isso, conta com a ajuda da vidente nem-tão-charlatã-assim Oda Mae Brown (Goldberg, engraçadíssima). O filme ainda traz o Fitz, de “Scandal” (quem assiste?) como o amigo da onça de Sam. “Ghost” será exibido em três sessões: sábado (27) às 23h50,   domingo (28) ás 12h30 e no dia 1º de outubro, às 19h30.

E aí, curtchiu? Que filme quer assistir? De qual vai fugir?

por Camila Henriques

Pelamordi assistiu: “Mesmo Se Nada Der Certo” (Begin Again, 2013)

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Vocês já assistiram a um filme tão delícia que gostariam que ele virasse série para acompanhar os personagens todas as semanas? Eu tenho alguns assim. Um deles é o “Apenas Uma Vez”, musical irlandês lançado em 2006/7 – e que depois virou peça premiada na Broadway. A jornada dos personagens de Marketa Iglová e Glen Hansard (que ganharam Oscar com a música ‘Falling Slowly’, tema principal do filme) é tão genuína e confunde tanto vida real e ficção que não tem como não se apaixonar.

O diretor do filme era o nem tão conhecido assim John Carney. Sete anos depois, ele faz de novo. Com “Mesmo Se Nada Der Certo”, tive a mesma sensação de “Once”. Simplesmente adorável, a produção estrelada por Keira Knightley e Mark Ruffalo é capaz de colocar um sorriso até no mais gelado dos corações.

Keira Knightley in Begin Again

“Mesmo Se Nada Der Certo” traz Knightley como Gretta, uma jovem compositora sem rumo após terminar o relacionamento com Dave (Adam Levine, em sua estreia no cinema). Quase se despedindo de Nova York – após uma estadia frustrada com o amado, agora um sucesso da música -, ela chama a atenção de um produtor musical falido (Ruffalo) ao soltar a voz em uma ‘noite para compositores’, bem comum em bares de NYC.

Encantado com a voz e as composições de Gretta, ele decide investir no talento da jovem. Juntos, os dois embarcam em uma jornada que os mostra uma Nova York diferente ao passo que gravam as músicas que vão dar forma ao álbum da compositora.

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Carney já nos ganha de cara, ao usar uma montagem não-linear para nos apresentar aos personagens principais. A construção do filme, aliás, é um dos pontos altos da produção. Em nenhum momento ficamos cansados daquela história ou das repetidas cenas musicais. Graças à montagem, conseguimos ser surpreendidos até o último minuto (btw, que escolha ótima a de colocar certas cenas nos créditos em vez de no meio da produção).

A propósito, as canções do filme são um deleite. Lindas, cabem perfeitamente na voz de Kinghtley. Já Levine, à vontade com o papel de popstar repentino, transforma as músicas delicadas de Gretta em sucessos que poderiam ter sido gravados pelo Maroon 5. Ruffalo, por sua vez, constrói com perfeição um tipo frustrado, visivelmente cansado da vida que leva e sem esperanças de mudança. Na cena em que avista a personagem de Knightley pela primeira vez, Ruffallo reúne todas esses elementos do personagem em um momento de catarse total.

O elenco ainda traz Hailee Steinfeld e Catherine Keener (que lástima essa atriz tão maravilhosa colecionar ‘pontas’!) em papéis menores, além de James Corden como o carismático Steve, melhor amigo da protagonista, e mais um jurado do The Voice, Cee-Lo Green (!!), que interpreta um popstar rico e famoso graças ao talento do personagem de Ruffalo.

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Sem precisar apelar para romantismo barato ou para uma enfadonha ‘moral da história’, Carney nos mostra uma história leve tendo como o pano de fundo o verão de Nova York. Para os personagens, foram necessárias apenas algumas semanas para que suas vidas mudassem. Já eu precisei de apenas duas horas para ficar com o coração aquecido.

Adam curtchiu a voz da Keira!

Adam curtchiu a voz da Keira!

Pra quem ficou curioso, seguem aqui algumas músicas do filme (a trilha já está disponível no Spotify!):