A sexta-feira é 13 mas só se fala da Beyonce e o novo disco que ela lançou "do nada"!


Mano, é! Só se fala da Beyonce e a mega hiper dooper surpresa que ela nos fez: lançou o quinto álbum de inéditas “do nada”. Gente: do-na-da!

Quinto album da diva foi lançado nesta madrugada

Tudo bem que a gente sabia que tinha uma faixa aqui, outra acolá e outra sei lá onde. Mas um cd inteiro com 14 faixas e mais 17 clipes! WTF?! Essa garota é demais!

Bee destruindo as inimigas

O quinta álbum leva o nome da cantora e já pode ser comprado no Itunes – juntamente com os clipes. Agora fica a pergunta: a turnê vai mudar?


A ideia de Beyonce foi de expor um trabalho que seja tanto com a musica quanto com a imagem – todos nós sabemos que a diva ama fazer videoclipes.



“Meu ** pra vocês!”
Agora, dêem uma olhada no preview dos clipes do novo disco, é um diferente do outro e cada uma mais bem produzido que o outro. É, o Natal chegou mais cedo! Tem link com todos eles aqui.


Beyonce na nossa festa Diva x Diva!
É claro que iremos tocar algumas faixas novas em nossa festa, que rola dia 28, e vocês já devem confirmar presença e colocar o nome na lista – agora a lista tem número limitado! Página do Evento.

LACROU!


por Rafael Froner

E o novo cd da Beyonce?

Apesar de muitos boatos que afirmam que o novo disco de Beyonce, o 4, deve ser cancelado e até mesmo regravado com novas faixas. Resolvi chamar meu amigo Diego Hutchings (Mraziano.tumblr.com) para mais uma audição – fizemos de Born this way da Lady Gaga, releia aqui.

Se o disco vazou ou não por conta da bendita gravadora, isso é um mistério, mas para desvendar o mistério se o disco é bom ou não, vem com a gente e divida também sua opinião faixa a faixa:


1+1
Dih: Adoro canções que começam de leve e crescem à algo épico (nesse caso, um solo de guitarra lindão). Uma introdução ótima para essa nova era onde Beyoncé está mais madura e sofisticada (não só em sua voz mas em suas composições também).
Rafa: Quando vi o nome dessa faixa só fiquei pensando: “Como as fãs beechas menos favorecidas vão chamar essa música, ‘um mais um’? Mas brincadeira a parte, a faixa é bem gostosa e extremamente romântica – quase como uma versão mais adulta de “Dangerously in love”. Só achei ela difícil demais para começar um álbum.
I Care
Dih: Vozerona dela expressando toda a dor da namorada rejeitada. Batidas ótimas e as backing vocals dela trabalhando duro durante a canção toda, criando uma das melhores faixas do álbum.
Rafa: Eu adorei essa música – com certeza vai pra uma das preferidas. Adorei a voz, a batida – que me lembrou muito a “In the air tonight” do Phill Collins. Achei divina.

I Miss You
Dih: A canção mais classuda da carreira da Beyoncé. Lembra um pouco o último álbum da Alicia Keys, só que com uma produção mais gostosa. As batidas são simples, mas o efeito incrível de duas vozes da B cantando ao mesmo tempo (uma mais calma e outra mais desesperada) vai lhe assombrar por um bom tempo.
Rafa: Achei ela gostosa demais – como todo RnB deve ser. Música gostosa pra fornicação. 

Best Thing I Never Had
Dih: Na voz de qualquer outra cantora, essa canção (Irreplaceable 2.0) não teria efeito nenhum. Mas na voz da B, vai virar sucesso com certeza. Uma boa escolha para segundo single pelo seu apelo emocional feminino e refrão poderoso.
Rafa: Gostei bastante dessa música, principalmente do refrão. Acho que entra para um dos singles – isso se o disco for realmente lançado. Me lembrou um pouco a “to the left, to the left”. 

Party (featuring André 3000 & Kanye West)
Dih: A primeira não-balada do álbum é produção do próprio Kanye e, por isso, impecável. Em cima de uma batidinha anos 80, Beyoncé quer curtir com seu cara sem que ninguém à julgue por isso. E não da pra julgar mesmo, a voz dela ta espetacular sem esforço.
Rafa: É inevitável não lembrar da faixa “ego” – também da Beyonce. Mas essa tem mais uma pitada de old school. É gostosa de ouvir. 

Rather Die Young
Dih: Uma temática estranha (mulher que não consegue viver sem seu homem) pra B pois sabemos que ela é uma “independent woman”. Por isso, parece uma faixa esquecida de Dreamgirls, até pelo seu toque meio melodramático. Não curti muito, mas é um brega legal de ouvir.
Rafa: Concordo com o Dih, realmente que foi tirada de Dreamgirls. Ou seja: dormi.

Start Over
Dih: O que acontece quando seu relacionamento não está mais dando ceto? “Talvez chegamos no topo da montanha, e não há mais pra onde escalar”. Parece uma baladinha qualquer, mas as letras e produção estão de parabéns.
Rafa: Essa faixa tem uma produção realmente divina, apesar de simples. Mas letra e instrumental ficam lindos juntos. Canção poderosa. 

Love on Top
Dih: A Beyoncé está hyper feliz e confiante nessa faixa totalmente old-school. Uma mistura gostosa de Whitney Houston no começo da carreira com “I’ll Be Lovin’ U Long Time” da eterna diva Mariah Carey. O álbum inteiro tem um clima de gravado ao vivo, e nessa faixa esse clima está muito mais evidente.
Rafa: Essa é uma das minhas preferidas. Muuuito vintage, muuuuito gostosinha e…péra! Saxofone! Beijo Beyonce!

Countdown
Dih: A contagem regressiva e a mistura esquizofrênica de batidas lembra “Get Me Bodied” (uma das minhas canções favoritas da B). Já posso até ver o clipe: ela cantando num campo de futebol americano com uma banda de high school tocando atrás dela. Merece ser single.
Rafa: Lá vem batidas que podem salvar o mundo. Curti muito a contagem dessa faixa eletrizante. 

End of Time
Dih: E a “banda de high school” está de volta mais forte do que nunca com batucadas loucas durante a canção inteira. A faixa é um ótimo exercício de criatividade da B, que colocou aqui o melhor arranjo do álbum inteiro, com batidas marcantes casadas com vocal perfeito.
Rafa: Essa faixa é foda. Tudo que eu mais curto: boa letra e batidas. Essa com certeza entra pra uma das minhas preferidas do álbum. Adorei. 

I Was Here
Dih: A Beyoncé não precisa se preocupar com seu legado. Já nos presentiou com várias das melhores canções da última década. Mesmo assim, é disso que se trata a composição da Diane Warren (“Un-Break My Heart”, “I Don’t Want To Miss a Thing”, etc.). Mas é a produção do Ryan Tedder que tira essa faixa do mundo genérico de baladas.
Rafa: É fácil imaginar o clima do clipe desta faixa desde o início do piano. Achei dramática e linda. Mais uma canção forte que vira característica principal do álbum.
Run The World (Girls)
Dih: Quando ouvi pela primeira vez, odiei essa canção. Parece que não vai pra canto nenhum, não tem estrutura e a repetição de “girls” me agonia de-mais. Mas depois de um álbum repleto de canções sobre desilusão e sofrimento no amor, é ótimo terminar com uma faixa tão cheia de “girl power” e animação.
Rafa: Essa faixa não tem nada a ver com o álbum mas não deixa de ter seu mérito. Eu curto, mas a considero apenas uma “canção conceitual”. Mas se ainda existe um movimento “Girl power”, ela se encaixa bem.

Pude concluir que Beyonce fez um álbum feijão com arroz. Mas engana-se quem pensa que isso é fraco, afinal, quem nunca apreciou um prato desse? Apurado, gostoso e extremamente forte. 

Admiro Beyonce pela força, pela humildade e por ver além. Apesar dessa onda de “todos apostarem no dance e techno”, tive a grande surpresa de pegar este álbum e me deparar com algo super contra a maré. E se aprendi algo importante com Madonna, isso foi de fazer o que gosta independe de aprovação de alguém e creio que Beyonce está indo pelo mesmo caminho. Pelo bem dela e pela nossa felicidade. Afinal, who run the world?