Filme “Hoje eu quero voltar sozinho” chegou e surpreendeu Manaus!

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Não é toda vez que o público, especialmente cinéfilos, conseguem o feito de trazer um filme alternativo/cult para as telas de Manaus. Um dos últimos que me lembro foi Elena de Petra Costa, que teve sua exibição em Manaus em agosto de 2013. Desta vez conseguimos trazer para as grandes telas o aguardado Hoje eu quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro.

O Pelamordi tem um caso especial com o trabalho do diretor. Em 2010 postamos aqui o trailer e logo depois o curta completo “Eu não quero voltar sozinho”, que originou o longa metragem (confira aqui). Desde lá, muitos dos nossos leitores tiveram o contato e uma experiência singular com o trabalho dele – que também tem no currículo o outro curta “Café com Leite” (confira aqui).

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Acompanhei o processo de filmagens do longa através do Facebook, que durante um bom tempo nos mostrou os bastidores do projeto. Eu já tinha uma certa “intimidade” com os personagens, mas nada do que tinha sido divulgado chegou perto ao que o longa-metragem se transformou: uma experiência ainda mais sensitiva e próxima dos personagens, que são apaixonantes.

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Atores iniciantes na produção do longa

Com perfeita união de técnica, a produção leva o expectador para dentro do universo do personagem Leonardo (adolescente cego), onde o mundo está repleto de novas descobertas, sensoriais e emocionais. Agora, como seria possível mostrar as sensações de um adolescente cego? Aí que para mim é o grande triunfo do filme. O toque, os pensamentos, o silêncio, o cheiro, a puberdade e os conflitos são explorados de uma forma tão bonita e sutil que consegue nos colocar com o ponto de vista do personagem. É de extremo brilhantismo.

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Bullying também é explorado

O personagem principal tem também sua turma, sua melhor amiga Giovana e o novato Gabriel – ambos genuinamente engraçados –  que tornam os textos tão naturais e conseguem nos colocar naquele ambiente juvenil do colégio com magnitude. Nada soa superficial com as atuações e com o ótimo roteiro. É engraçado se ver como testemunha dos dramas que a turma enfrenta, dá aquele sentimento de voltar ao tempo desse tempo cheio de conflitos e ingenuidade.

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Conversas e experiências com os amigos marcam a adolescência

Não posso deixar de falar dos outros atores também, mais experientes e que deixaram o “palco livre” para essa nova geração. Sejam os pais e avó do personagem principal, todos  estão na mesma sintonia. O filme chega ao fim e você se sente próximo de todos eles.

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Cores, trilha sonora e fotografia impecáveis

A fotografia e trilha sonora são um atrativo a mais. Como disse antes, o filme fala de sensibilidade e descobertas, logo esses dois quesitos técnicos são as principais ferramentas para essa narrativa. É de ficar arrepiado, sejam as cenas que abusam de iluminação natural e até mesmo as cenas de noite – especialmente “o acampamento”. Criar luz natural em cinema é algo muito difícil e a equipe do longa-metragem fez obra de arte. E para a turma que curte conhecer coisas novas/turma indie, você vão ficar orgulhosos, a trilha principal é de Belle and Sebastian (banda preferida do diretor).

Os indie pira

O filme é para o público gay?

Bem, nem precisei falar muito sobre o que todos estão pensando: “É um filme gay?”. Cara, então: é e não é. Para mim, é um filme que fala sobre dramas juvenis, fala sobre as descobertas de Leonardo, que tem seus conflitos e é visto pelo mundo apenas como “o garoto cego”. A trama vai muito além da sexualidade dele, mesmo que essa descoberta seja a parte mais bonita do filme.

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Como foi assistir em Manaus?

O filme ganhou apenas 1 sala no Cinépolis no horário de 19h45. Mano, só. Então ontem consegui dar um jeito de chegar a tempo – porque o trânsito da cidade é missão impossível – e valeu muito a pena. Primeiramente pudemos notar a quantidade de homossexuais na sala, sejam solteiros e casais, e é bonito de ver que todos estão prestigiando as conquistas de espaço, que cresce a cada dia mais. Entretanto, também tinham muitos – repito: muitos – casais e amigos heterossexuais, que se divertiram e também se emocionaram com a trama.

Eu pensei em certo momento que o público não estava preparado para conferir o filme, vocês sabem como nossos cinemas sempre são repletos de comentários, piadas, aplausos e aquilo tudo que nos dá uma sensação “4D” (brincadeira). Mas mesmo assim, assistir com o público me provou que todos estão celebrando as diferenças e curtindo experimentar novas sensações, que somente a arte pode proporcionar.

 
Hoje eu quero voltar sozinho
Cinépolis – Shopping Ponta Negra
Até quarta-feira, 14 de maio
19h45

 

E o novo disco da Avril Lavigne? Vem ver o que achamos dele!

Mais uma vez temos o convidado e praticamente membro do Pelamordi, Diego Toledano, comentando mais uma vez sobre um lançamento. Desta vez ele fez a resenha do disco “Avril Lavigne” da própria. Confiram:

Estamos vivendo um ótimo momento na história da música. Digo isso sem medo dos vários comentários ou pensamentos que possam surgir em relação à minha afirmação. Porém, algo é inegável: mulheres estão agora mais do que nunca dominando o mundo musical – e fazendo isso com música boa. Sou fã incondicional do estilo pop e vejo que o final de 2013 é o tempo dos lançamentos: ARTPOP, Britney Jean, Electric Lady, PRISM, Bangerz, Alive e outros lançamentos futuros (como o novo de Lily Allen. Aproveita e ouve o primeiro single aqui). Eis que (novamente), em meio a músicas dançantes com parte do foco em diversão sexual, Avril Lavigne aparece com seu jeito moleque com o álbum de mesmo nome para dizer que não é só porque ela dorme no formol que ela não vai apresentar desenvolvimento musical. 


Como de costume, fizemos a resenha no formato track-by-track, para que vocês lindos possam ter uma ideia mais aprofundada sobre o trabalho novo da diva pop-rock. Vamos lá: 

Rock N Roll: Onze anos depois de me dar o primeiro hino de ‘revolta’ pré-adolescente, Avril vem e escreve essa música linda pros fãs sobre como tudo é diferente e autêntico quando está conosco (amém). A primeira frase dá vontade de colocar as roupas de 2002 e sair dando ‘middle finger to the sky’. Chiclete, revoltada, divertida e pop/rock do jeito que só Avril Lavigne sabe fazer.


Here’s To Never Growing Up: Pode fazer as piadas sobre ‘aaah, ela fez essa música porque não envelhece’, mas ninguém envelhece internamente, né? O início do quinto disco é delicioso justamente por isso: traz o senso de irresponsabilidade que a gente sente falta depois que começa a trabalhar e a pagar as contas. Acho que ela está exatamente nessa fase: de ver onde chegou com o trabalho e sentir falta de quando escrevia músicas pra se divertir com os amigos. Letras super divertidas, vocais açucarados e uma produção magnífica, viu?


17: Pega o banquinho e senta porque o flashback não acabou. Soa como primeiro amor, soa como boas memórias e tudo que a gente experimenta pela primeira vez quando tá na faixa dos 17 anos. Aqui, Avril mostra como o álbum é completamente relatable com toda a geração que cresceu com ela. 17 é, também, a faixa que faz a transição da Avril do pop-rock pra um lado mais sujinho que vai se desenvolvendo nas faixas seguintes.

Bitchin’ Summer: Desculpa, mas imaginei um clipe super Colbie pra essa faixa. Super verão californiano, a música me remete muito ao clima de luau  com todos ouvindo uma lóvisongue ao redor de uma fogueira. Isso não é nada ruim, pois vemos que a moça estava disposta a explorar várias nuances musicais. Fofinha, mas não a melhor do disco.

Let Me Go: Escrita pelo marido de Avril e o vocalista da banda Nickelback, ‘Let Me Go’ é a prova de que a interpretação de uma música é tudo na hora de salvar uma faixa. Sim, a canção tem bastante influência da banda mais detestada pelos rockeiros, mas Avril canta uma balada triste como ninguém (vide, ‘When You’re Gone’, ‘I’m With You’ e a mais recente ‘Wish You Were Here’). Ah, e o clipe mostra a moça toda crescida, como vocês podem ver/ouvir abaixo:



Give Me What You Like: Dixie Chicks, vocês resolveram produzir uma faixa pra Avril? Brincadeiras à parte, a faixa apresenta vários instrumentos típicos do country americano, além do vocal praticamente acústico de Avril durante a faixa toda. É a minha favorita quanto à composição, com versos lindos e uma sensualidade pura e simplesmente inocente. 

Bad Girl: Segura, que lá vem porrada. Você mal sai do clima relaxante de ‘Give You What You Want’ e voz macabra de Marilyn Manson sussurra nos seus ouvidos ‘Just lay your head in daddy’s lap, you’re a bad girl’ (#medo). A faixa é minha favorita no quesito de produção musical.  Dá pra identificar cada instrumento separadamente enquanto os vocais de Avril cantam versos bem provocantes, como ‘You can fuck me, you can play me, you can love me or you can hate me’. Pra mim, foi um pouco surpreendente vê-la dessa forma. Surpreendente e muito bom mesmo. 



Hello Kitty: sim, Avril Lavigne está usando dubstep e sintetizadores eletrônicos. Porém, ela faz isso com muita personalidade. Duvido se você não vai ficar cantando ‘Hello Kitty, Hello Kitty, you’re só pretty’no trabalho depois de ouvir a faixa uma única vez. É pra dançar, divertir; não pensar. 

You Ain’t Seen Nothing Yet: Escrita exclusivamente por Avril, essa é uma música linda sobre aquela sensação de descoberta de um amor. Se vocês, assim como, acompanham a carreira da canadense desde o início, sabem que ela escreve ótimas músicas românticas. ‘You Ain’t Seen Nothing Yet’ entrou pra minha lista de favoritas.

Sipping On Sunshine: A décima faixa do álbum é a bubble-gum pop do disco. Achei a faixa superficial, aquela que a gente ouve cantarolando enquanto tá fazendo alguma coisa. Não dá pra fazer um álbum carregado de informações, né, minha gente? É besta, mas não é uma faixa que dá pra pular no iPod.

Hello Heartache: Avril volta a ser profunda no finalzinho do disco. A 11ª música fala sobre como o adeus a um relacionamento é só o início de um longo processo de auto-conhecimento tortuoso. O coro church-like no início volta às raízes de igreja da moça e os vocais me lembraram um pouco de Alanis. A letra é pura poesia e os arranjos traduzem a dificuldade passada pela moça (we’ve all been there, done that).

Falling Fast: Aquele tipo de música que te faz querer sair pelas ruas em um dia chuvoso à procura de um amor. É uma verdadeira oração pra quem está no início de uma relação. ‘I’m falling fast, I hope you know, I hope it lasts’. A voz e os instrumentos tímidos deram o toque jovial e temeroso que sentimos em todo início de amor. 

Hush Hush: A última é sobre o famoso pé-na-bunda que todo mundo já levou na vida e aquele momento em que você não quer mais ouvir uma palavra da pessoa, ou por falta de paciência ou porque a dor é muita no momento. Pianos lindo no fundo e letras sinceramente doloridas fecham o quinto trabalho de inéditas de Avril Lavigne, mostrando o amadurecimento da cantora. 

Posso falar? Melhor álbum da moça, na minha opinião. Porém, isso pode estar relacionado ao fato de estar em momentos parecidos da vida de Avril (mais pobre e com mais rugas, é claro). A questão é: Avril escreve sobre experiências reais com as quais podemos nos identificar e falar “caraca, é isso que eu tô sentindo!”

E aí, o que acharam? Comentem!

por Diego Toledano

Resenha: Novo disco "Prism" da Katy Perry

Conheci a Katy Perry no final de 2008, quando o álbum ‘One Of The Boys’ ainda nem tinha sido lançado. O site contava apenas com uma foto da moça usando uma banana como telefone e um player simples com o primeiro single, ‘Ur So Gay’. Me apaixonei de cara pelo conceito divertido e colorido da cantora, e acompanhei de perto o desenvolvimento dela. 

Agora, poucos dias após o lançamento do terceiro disco da artista, vejo um amadurecimento lindo, tanto musical quanto pessoal. Acompanhem abaixo minhas impressões de cada uma das 16 faixas presentes na versão deluxe de Prism:

Roar – Todo mundo que já levou uma rasteira da vida precisa ouvir ‘Roar’. Assim como ‘Firework’, ‘Wide Awake’ e ‘Part of Me’, o primeiro single do Prism é uma faixa pra você ouvir com uma lágrima no canto do olho e vontade de vencer. “You held me down, but I got up already brushing off the dast” simplesmente faz você se sentir melhor quando acompanhada pela produção de Max Martin. Não é à toa que música permanece na lista de mais vendidos no mundo todo dois meses após o lançamento. (Só queria um clipe menos infantil, mas tudo bem, né?)


Legendary Lovers – Katy Perry mergulha fundo no mundo oriental na segunda faixa do álbum. ‘Legendary Lovers’ traz letras que falam bastante sobre o lado espiritual de um romance (I never knew I could see something so clearly looking through my third eye/Never knew karma could be so rewarding and bring me to your light). Os instrumentais orientais típicos da Ásia dão a ambientação desejada pela moça. Já dá pra imaginar Lyric Video no estilo Kung-Fu Panda caso a faixa vire single, hein? Ah, e a produção é do ótimo Dr. Luke, que, em parceria com o Max Martin, ajudaram tia Britney Spears a se tornar um ícone da música pop.


Birthday – Mano, pega teus álbuns de fotos da infância, separa os melhores looks dos anos 90 e se veste pra ouvir ‘Birthday’. Com o mesmo intuito de fazer você party hard trazido em ‘TGIF’ do ‘Teenage Dream’, a música escrita por Katy ao lado de Max Martin remetem você à década que está voltando à moda na indústria musical. Divertida, bubble-gum pop. É pra se divertir sem pensar muito (or not at all). 



Walking On Air – Segura o mullet que a vibe da década de 90 ficou ainda mais forte. Nessa faixa de exaltação ao namorado, Katy traz falsetos super afinados acompanhadas de uma produção límpida do Max Martin. E a bridge “heaven is jealous of our love, angels are crying from up above” seguida do vocal potente fecham o sucesso da faixa, lançada como singel promocional do disco há algumas semanas. (Cuidado, é música chiclete e você vai querer deixá-la stuck on replay).




Unconditionally – Lançada há duas semanas como segundo single do Prism, essa faixa é a segunda balada mais linda do álbum. Enquanto alguns dizem que ela fala sobre o amor entre casais homossexuais, eu vejo a faixa simplesmente como uma declaração de amor a qualquer pessoa, seja um namorado ou uma avó. A música mostra todo o talento de Katy como compositora, além de deixar bem claro que a moça tem feito coaching vocal e tem melhorado os vocais. Linda, bravo! 


Dark Horse – GaGa tem ‘Sexxx Dreams’, Xtina tem ‘Sex For Breakfast’ e agora Kátia tem ‘Dark Horse’, sua música para ~coisar~. Nessa mistura agridoce de pop e hip hop, Katy traz o canto sussurrado mais lindo que já ouvi na carreira da moça. O breakup com o Russel (ugh) fez a moça se valorizar. “Are you ready for a perfect storm? Cuz once you’re mine there’s no going back”. Todo mundo que levou um pé na bunda e precisa elevar a autoestima ouvindo essa música, pfvr. 

This Is How We Do – Não vou mentir: ouvi essa música pela primeira vez no shuffle do iPhone e pensei ‘wait, quando a Ke$ha lançou música nova?’. Pra um álbum que prometia ser mais maduro, achei a faixa bestinha (sorry, Katy Kats). Ah, mas ela salva a faixa com espontaneidade, falando com o ouvinte e com o DJ. “No, no, no! Bring the beat back!”. É uma faixa OK que você vai pular quando estiver sem tempo pra ouvir o álbum completo. 


Internacional Smile – Katy fica toda teen à la ‘You Belong With Me’ da Taylor Swift nessa música. A faixa fala sobre uma mocinha que viaja pelo mundo inteiro, deixando todos boquiabertos com seus ray-bans e lábios cor-de-pêssego (Katy. Hello?). Todas as garotinhas de 13 anos dançando no quarto, pfvr. Ok, você também pode desativar o Last.fm e dançar com esse guilty pleasure. Ah, e a bridge tem voz autotunada no estilo Ke$ha. 

Ghost – Tia Kátia Peres acabou de lançar a sua música de breakup (pelo menos a minha). ‘Ghost’ é um tapa na cara do Russell, com versos como “You sent a text, it’s like the wind changed your mind” logo no início pra deixar bem claro pra quem a música foi escrita. ‘Ghost’ é mais uma prova de que Katy é uma compositora que sabe fazer com que pessoas se identifiquem com suas músicas.


Love Me – Katy virou seu mais novo guru do amor. Após passar por poucas e boas com Russell e John, ela ensina os românticos frustrados o primeiro passo para conseguir amor verdadeiro: amar a você mesmo. Por mais ~cheesy~ que possa soar, as letras não são nada superficiais e me deixaram emocionado de verdade. “I’m gonna love myself the I want you to love me”. (<3)

This Moment – Hipsters, saiam dos bares alternativos porque Srta. Perry tem uma faixa pra vocês. Todos os sons presentes em bandas como The Rival estão presentes em ‘This Moment’, uma música sobre esquecer do mundo e só aproveitar seu dia com seu significant other. (Não pude evitar de perceber a semelhança dos ‘tempos’ da música com o refrão de ‘Mannequin’, lançada em 2008 no ‘One of The Boys’).

Double Rainbow – Essa é definitivamente a ‘Thinking Of You’ de Prism. Romântica irremediável, Katy entrega a faixa mais linda do disco ao lado de Sia, responsável por músicas lindas do mundo pop, como ‘Diamonds’ da RiRi, além de prometer coisa boa com ‘Perfume’, próximo single de Neide Jean (Vamos fazer review desse também assim que sair, viu?).


By The Grace of God – Katy volta à raiz gospel lindamente. Gente, não tenho muito o que falar sobre as baladas a não ser que Katy se superou na composição dessas faixas. Sobre ‘By The Grace of God’, você tem que ouvir por conta própria e se identificar pra ter uma opinião. Linda, linda, linda. 

Spiritual – Hipster vibe is back. Ao lado no namoradinho John Mayer, Katy escreve sobre como o moço é um milagre e um presente de Deus. Não vou mentir: o som me lembrou uma demo não lançada de Evanescence. Não é uma coisa ruim, mas é legal ver Katy tentando coisas novas, inclusive em faixas bônus. 

It Takes Two – Ela tá tão madura, sabe? Na segunda faixa bônus do álbum, a cantora assume que é muito fácil colocar a culpa no outro lado do namoro sobre o final do relacionamento e AINDA.PEDE.DESCULPAS. Ah, e a curta bridge da música me lembra a parte do vocalista fo Fun. em ‘Just Give Me A Reason’, da P!nk. 

Choose Your Battles – Para encerrar a versão deluxe do álbum, Katy escolheu a fraquinha ‘Choose Your Battles’. Embora traga letras coerentes sobre um relacionamento difícil em que o outro não a vê como uma aliada, a batida é pouco envolvente e os vocais de Katy estão submersos em arranjos pouco trabalhados e em uma produção meio “sujinha”. Deveria ter parado em ‘It Takes Two’. 


Após ouvir o terceiro disco da carreira pop da Katy, a gente pode ver que a moça realmente se afastou um pouco das batidas comerciais e se aproximou de um estilo mais independente. Independente, sim; mas muito bem produzido. Prism é de longe o álbum com as letras mais maduras e elaboradas de Katy, mas fica um pouco atrás em relação ao Teenage Dream, de 2011, quando o assunto é a batida.

Mandem ver nos comentários abaixo e não se esqueçam de compartilhar a resenha nas redes sociais! 

por Diego Toledano