CAMILA ESPECIALISTA: ENTENDA TUDO QUE VAI ROLAR NO OSCAR 2014

Ah, o Oscar… Ame-o ou deixe-o! Eu amo, e vocês? Claro, não dá para levar a sério uma premiação que nunca deu um mísero troféu competitivo a Alfred Hitchcock, e Charlie Chaplin e que deixou Stanley Kubrick e Martin Scorsese de mãos abanando tantas vezes. Mesmo assim, é a mesma premiação que apresentou muita gente (inclusive euzinha) ao mundo do cinema.

A primeira vez que assisti ao Oscar do início ao fim foi em 2001, quando Julia Roberts e Russell Crowe foram coroados  ‘rei e rainha de Hollywood’, Bjork usou aquele infame vestido de cisne e Kate Hudson (quem diria?) era a favorita para o prêmio de coadjuvante e perdeu para uma das maiores zebras da história da Academia, Marcia Gay Harden. Foi nessa época que ganhei um aparelho de DVD e fiz da ida à locadora (sdds Cine Haus) o meu passatempo preferido.  Graças ao carequinha dourado, tive meu primeiro contato com Woody Allen, Pedro Almodovar, Scorsese, Meryl Streep, Jack Nicholson, Roman Polanski, Peter Weir, Milos Forman e tantos outros talentos – alguns, eu já tinha até assistido na tela grande, mas era nova demais para me ligar.

Gente, ela tava em “As Branquelas”? Risos.

O advento das redes sociais tornou a cerimônia do Oscar (assim como o Globo de Ouro, Grammy, MTV Video Music Awards e etc e tal) bem mais divertida de se acompanhar. Ou vai dizer que você não deu uma mísera risadinha com os memes da perna da Angelina Jolie ou dos mamilos da Anne Hathaway? Se a Bjork já foi zoada em 2001, imagina como não seria nos dias de hoje!

Mas por que estou falando isso tudo? Bom, neste domingo acontece a 86ª entrega dos prêmios da ‘cadimia’ e eu fui chamada pelos queridos Rafa Froner e Diego Toledano para escrever sobre as expectativas para a cerimônia deste ano, que acontece no próximo domingo, dia 2.

“ME DÁ MEU OSCAR! ME DÁÁÁÁ!”

Neste ano, os líderes de indicações são a ficção científica “Gravidade”, de Alfonso Cuarón, e a comédia “Trapaça”, do novo queridinho da Academia e ex-esquentadinho David O. Russell. Ambos concorrem em dez categorias e podem desbancar “12 Anos de Escravidão”, drama de Steve McQueen que faturou o Globo de Ouro e o Bafta, mas que teve “apenas” nove indicações.

Elenco lindo, maravilhoso e lindo de novo de “Trapaça”

“Trapaça” tem a vantagem de estar indicado nas quatro categorias de atuação. Mas, entre Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence, o único nome com chances de vitória é a Katniss Everdeen, que, mesmo sem parecer dar a mínima para esta temporada de premiações, tem dividido os troféus com a novata Lupita Nyong’o. A disputa entre as duas é ainda a grande interrogação da noite do Oscar. Meu palpite e torcida? Lupita! Adoro JLaw, mas o trabalho da mexicana radicada no Quênia é tocante – e se ela vencer, finalmente vamos ter uma oscarizada latinoamericana depois de décadas!

“Gravidade” deve vencer as categorias técnicas, além de um Oscar para o diretor Alfonso Cuarón, que venceu Bafta, Golden Globe e o prêmio do DGA (Sindicato dos Diretores). Outra barbada é Cate Blanchett, que finalmente vai adicionar mais um Oscar para a sua prateleira (ela venceu em 2004 o de coadjuvante por “O Aviador”, onde interpretou Katharine Hepburn). Uma das melhores atrizes da atualidade (talvez a melhor), a australiana tem na socialite falida de “Blue Jasmine” o ponto alto de uma carreira cheia de personagens marcantes – uma pessoa que cria retratos únicos de Bob Dylan, Rainha Elizabeth e a Galadriel merece estar no Olimpo com as Meryl Streeps e Bette Davis do mundo do cinema. O único empecilho de Blanchett é a polêmica que envolveu o nome de Woody Allen (diretor e roteirista de “Jasmine”) nas últimas semanas. Independente de qualquer coisa, seria uma pena vê-la saindo de mãos abanando por uma situação que nada tem a ver com ela (que foi extremamente elegante em suas declarações sobre o assunto).

A dupla de “Clube de Compras Dallas” parece certa para os prêmios de ator e ator coadjuvante. Nessa última categoria, Jared Leto realmente parece ser uma (merecida) unanimidade. Matthew McConaughey também fez a “limpa” na temporada – o único prêmio que não levou foi o Bafta, mas para esse ele nem foi indicado. Claro que a torcida da maioria é por Leonardo DiCaprio, mas parece que o atual “ator-fetiche” de Martin Scorsese vai ter que esperar mais uma vez para ter um Oscar para chamar de seu. A redenção de McCounaghey, que começou promissoramente mas resolveu ganhar dinheiro e esquecer de fazer bons filmes, é a grande história da temporada. Juntam-se a isso o fato de ele ter sido esnobado ano passado por “Magic Mike” (você não leu errado, ele chegou a ganhar prêmios importantes da crítica pelo filme de Sodherberg, como o New York Film Critics Circle Awards) e os desempenhos elogiados em “Killer Joe” e “Mud” e voilà, McConaughey tem a campanha perfeita para subir ao palco do Oscar no próximo domingo.

“Vamo ganhar essa juntos, migo”

Outra disputa bacana é a de Canção Original. Se em anos anteriores tivemos que nos contentar com músicas esquecíveis e uma ou outra excessão (como “Falling Slowly”, do musical “Once”, e “Skyfall”, que deu o prêmio a Adele ano passado), 2014 tem quatro promessas (ou três, no meu caso, já que U2, pra mim, é sonífero) de entretenimento na cerimônia. A favorita ainda é a chiclete “Let it Go”, de “Frozen”, mas a bonitinha “The Moon Song”, de “Ela”, bem que poderia vencer, né? Ainda mais para termos a chance de ver Karen O. com um Oscar nas mãos! Além das duas, completam o time “Ordinary Love”, do U2, e a divertida “Happy”, que Pharrell Williams compôs para a trilha de “Meu Malvado Favorito 2” – será que ele vai usar aquele chapéu do Grammy? É uma categoria que mais parece saída do Grammy que qualquer coisa, mas quase não foi isso. É que, quando as indicações foram anunciadas, uma música obscura de um filme cristão também estava entre as concorrentes. No entanto, a Academia abriu uma investigação e decidiu que a indicação de “Alone Yet Not Alone” era irregular. Ainda bem, menos um sonífero!

“Subindo pra pegar meu Oscar, gente! Sai da frente!”

Falando em música, um momento bastante aguardado vai ser a homenagem aos 75 anos de lançamento de “O Mágico de Oz”. Alguns boatos dão conta de que os filhos de Judy “Dorothy” Garland vão participar do segmento – já pensou a diva Liza Minnelli cantando “Somewhere Over The Rainbow”? Outra atração que promete é P!nk. Ainda não se sabe o que a cantora vai fazer na cerimônia, mas tem tudo para ser incrível.

Apostam quanto que ela vai fazer isso de novo?

No início da semana, a Academia anunciou a lista de apresentadores que vão subir ao palco no domingo. Acho que vai ser a primeira vez que não vamos ter Jennifer Lopez, Cameron Diaz ou Robert Downey Jr. no Oscar em muito tempo. Dessa vez, os produtores escolheram nomes menos óbvios – como Whoopi Goldberg, Sally Field, Sidney Poitier e Glenn Close – e alguns que parecem não fazer sentido, já que não são tão relevantes assim – Zac Efron, Jessica Biel e Gabourey Sidibe, que ano é hoje? Esse ano, a cerimônia vai ter como tema os “heróis do cinema” e será comandada pela diva-maravilhosa-engraçada-bem que poderia ser minha amiga Ellen Degeneres. O Oscar será transmitido pela TNT neste domingo (2) e terá cobertura dos meninos do Pelamordi no Instagram, Twitter e Facebook. 🙂

Mas vamos confessar: queremos momento tão épico quanto esse:

MUA-HAHA

Que lindo! Tom Hanks recria cena do piano de "Quero ser grande" com Sandra Bullock


Vocês sabem que adoro rebobinar e que grande parte da minha infância foi assistindo Sessão da Tarde, tendo como um dos principais clássicos dos anos 80, como o “Quero ser grande” (1988) na lista de filmes preferidos. Agora, jamais imaginaria rever Tom Hanks tocando “Chopsticks” – e com a participação de ninguém menos que a linda Sandra Bullock:


Lindo, né? Ri bastante da palhacice do ator com o apresentador Jonathan Ross. E, pra quem é novinho, vale conhecer a clássica cena do filme do garoto que consegue realizar o sonho de “virar adulto”:



fonte: RG


por Rafael Froner